Plano Histórico #26 | O Mistério da Cabeça Guatemalteca
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1. Era uma vez um cara que amava muito sua esposa… Eu bem que poderia fazer o meu texto todo assim. Um conto de fadas histórico que termina com 👽. Acho que vou mesmo seguir essa linha de Irmãos Grimm da Shopee com historiador de férias e dor na coluna.
Bora! A saga da cabeçona gigante começa em 1936, numa fazenda chamada Las Victorias, na Guatemala. Um administrador rural acabara de perder sua esposa. Para processar o luto, ele teve uma ideia.
Em vez de erguer uma lápide, decidiu criar algo monumental: a escultura de uma cabeça gigante numa parede de pedra-pomes vulcânica. Quando terminou o projeto, deixou ali uma placa: “E.G.M. 16 Abril 1936“. O memorial de amor estava completo. ## 2.
As pessoas se esquecem das coisas O tempo passou. O Sr. E.G.M. morreu (ou se mudou). Novos administradores chegaram.
A fazenda mudou de dono. E a placa identificadora desapareceu. Talvez tenha caído. Talvez alguém a tenha tirado, sem saber sua importância.
O importante é: em algumas décadas, ninguém mais sabia quem havia feito aquela estátua ou por quê. Era apenas “uma cabeça gigante misteriosa na selva“. Em 1941, dois arqueólogos americanos (A. Ledyard Smith e Francis B.
Richardson — vejam a foto abaixo) estavam fazendo um reconhecimento da costa do Pacífico guatemalteco. Eles encontraram a estátua. Fotografaram ela com a placa ainda visível. Conversaram com pessoas que ainda se lembravam de quando ela foi esculpida, cinco anos antes.
Documentaram tudo. Em 1970, o arqueólogo Lee A. Parsons voltou ao local. Quatro anos depois, escreveu um artigo acadêmico explicando toda a situação.
Olha só o título maravilhoso da criança: Vejam só: “PSEUDO“! O cara literalmente botou no título que era fake pré-colombiana! E até fez uma previsão profética: Foi esculpida in situ na face de um penhasco de pedra-pomes consolidada… Qualquer que seja a inspiração, sua própria existência poderia confundir futuros arqueólogos e levar a explicações injustificadas de contato transpacífico ou até mesmo complexos megalíticos pré-colombianos misteriosos. Antecipando tais interpretações, dei a este artigo o título de uma cabeça de pedra colossal ‘pseudo’ pré-colombiana.
Na realidade, não houve qualquer intenção de fraudar, mas ao longo dos anos a escultura tornou-se cada vez mais difícil de identificar. Portanto, fica aqui registrado que a cabeça de pedra de Las Victorias é recente, tendo sido esculpida em 1936. Além disso, não tem relação significativa com qualquer indígena americano, vivo ou morto. Lamento não poder fornecer o nome do guatemalteco para quem o monumento é um verdadeiro memorial moderno. ## 3.
Meu querido ET ou… eram os indígenas europeus? Corta para 1987. Dr. Oscar Rafael Padilla Lara recebeu uma fotografia em preto e branco.
A foto mostrava a tal cabeça gigante só com uma informação vaga: “tirada nos anos 50 por um proprietário de terras“. Padilla olhou para a foto e pensou: “Caramba, esse rosto não parece indígena. Parece… caucasiano? Isso é estranho pra Guatemala.“.
E publicou a descoberta na
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